30 Mai 2012

O pai “solteiro”, um onibus, a pressa e a falta do bom senso!

Post by Kira at 15:17 on 31 meses, Desabafo, Por aí...

 

Ontem eu tive de resolver umas coisas para o meu pai, e com isso ia deixar a Beatriz na casa da sogra algumas horas já que onde eu ia era bem sem condições de leva-la.
Então fui com o marido para a casa da sogra e chegando lá: não tinha ninguém em casa.
Na hora meu instinto de mãe cuzona já pensou em várias possibilidades de ir com a Beatriz e se foder bonito. E o marido então deu a genial ideia: eu fico com ela.

 

Vocês devem estar pensando: nossa, grande merda, é obrigação. Concordo plenamente. Mas conheço meu marido, e meu marido e principalmente minha filha. Minha filha que chora falando ‘ eu quero a mamãeeee’ e o marido que chora junto por não saber o que fazer após tentar distrai-la com mil e uma coisas. Realidade bebe!

Fiquei com muito receio de deixar a Bia sozinha com ele, mas não tinha outro jeito e deixei.
Deu tudo certo, resolvi o que tinha de resolver e foi rápido. Quando voltei, antes de chegar na casa da sogra vi o marido voltando da padaria com ela, tinha ido dar uma volta e estava tudo tranquilo.
Resumindo: ela cagou baldes para mim.

Tinha de encontrar a Tia Marlene no shopping perto de casa por volta das 18:30 e então descansei, Beatriz tirou um cochilo, dei banho nela e a arrumei, e fomos nós três rumo ao ponto de onibus.

Sim, usamos e MUITO o transporte publico, principalmente para ir e voltar da casa da sogra o que de onibus da 20/25 minutos.
Sempre foi muito tranquilo, sempre andei de onibus com a Beatriz, sozinha, com o marido, com amigas, não importa. Sempre foi tranquilo.
Mas não dessa vez.

Primeiro que ficamos esperando, esperando, esperando. E passou um, dois, três onibus tão lotados que não tinha condição nem de entrar, contrariando todas as leis da física.
E depois de esperar mais ou menos 30 minutos e deixar passar uns 8 onibus decidimos arriscar, porque estavamos muito atrasados.
Entrei pela porta do meio, porque pela frente não tinha como, entrei, me esmaguei entre as pessoas e fiquei parada com a Beatriz no colo no meio do corredor do onibus, sendo segurada por corpos. SIM. Desespero define.

Essa situação é engraçada por um lado, porque a falta de eduação das pessoas é tão grande, tão grande, que elas fingem que estão dormindo, ou não te viram. E o fato é, eu entendo que as pessoas estão voltando de casa cansadas, mas eu também estava, e estava carregando uma criança de 15kgs no colo.
Não, não entrei naquele onibus por diversão ou por falta do que fazer, não tinha mesmo como eu esperar porque se tivesse eu esperaria, porque ao contrário do que muitos pensam situações assim não são confortáveis para mãe com criança no colo.

Fiquei uns 5 minutos em pé, sem segurar em nada, com a Beatriz no colo e me apoiando nas costas das pessoas.
Até que um senhor, com uniforme do trabalho e aspecto de que estava bem cansado me chamou e me deu lugar, segurou minha bolsa, me ajudou a sentar com a Beatriz, e tudo mais.

A conclusão que chego é que falta muita educação de berço nessa gente. A falta de bom senso é tamanha.
Eu sempre fui educada a dar lugar para as pessoas mais velhas, não importa se elas tem 60 anos ou menos, não importa se eu estou em lugar preferencial ou não, se eu trabalhei o dia todo ou não. Essas pessoas tem mais direitos do que eu, e ninguém se mete em um onibus extremamente lotado por diversão ou falta do que fazer.

Vale lembrar que aqui pagamos R$3 reais pela passagem do onibus, e se por acaso eu precisar fazer algo do outro lado da cidade eu tenho de pegar no mínimo dois onibus. Então a situação no geral já é um tanto absurda.

Enfim, desabafo de leve! ;)

 

 

9 Responses to "O pai “solteiro”, um onibus, a pressa e a falta do bom senso!" | Add yours »

  1. Mai 30, 2012 @ 18:51 {}

    Assim, o povo é sem educação mesmo!
    Fico pensando o que eles acham que nós: gestantes ou mães com crianças no colo somos, pois quase sempre NINGUÉM nos dá o lugar.
    Esses dias estava conversando com o marido e cheguei a conclusão que só tenho o “direito preferencial” em lugares aonde tem a divisão de fila, mas em fila de padaria, caixa de padaria e loja o povo na frente pouco se importa de eu estar com um baita barrigão e os pés inchados (o que é notável).
    Enfim, isso faz com que eu tenha vergonha alheia … o que faço é pelo menos eu ser educada e dar meu lugar.
    Beijos

  2. Mai 30, 2012 @ 22:10 {}

    Ai Kira, passei pela mesma situação hoje, com bolsa pesa, pasta na mão, e as pessoas nem se prontificam a segurar pra ti, eu estava pendurada por um braço e apoiada em bundas, e o que me dá mais raiva é que elas se fingem que estão dormindo, e o cobrador “mais um passinho pra trás por favor pessoal”, sendo que quem tem que dar esse passinho é quem tá mais pra trás do ônibus esparramado pelo corredor, e não quem vai entrando no ônibus ficar se esmagando e esmagando os outros, ridículo a situação das pessoas. Pagamos 3,10 na passagem e o serviço só piora viu.
    Nesse mesmo ônibus que eu venho tem uma grávida que vem sempre de pé, por incrível que pareça deram lugar pra moça hoje, que absurdo.

    Beijos

  3. Mai 31, 2012 @ 14:54 {}

    Passei mto por isso, ando de metro e onibus com meu filho desde qdo ele estava na barriga. Inumeras situações poderia te contar, porém, estou pensando nesta:
    Teve um dia que eu estava voltando da facul/ estágio, dai passei na escolinha, peguei ele (com recém completos 4 meses) e peguei o onibus pra chegar em casa. Eu, a mochila da faculdade, bolsa do pequeno, cobertores (era frio), bebezinho, etc. Depois de uns 5 minutos com todo mundo fingindo que não me via, uma moça que estava dormindo – de verdade – acordou no susto, me viu, levantou do lugar preferencial que estava, aquele alto, sabe? E me chamou, qdo eu estava pra sentar, daquele jeito se equilibrando em tudo, uma SENHORA, não tão idosa, devia ter no máximo, máximo mesmo 60 anos. ME EMPURROU… JUROOOO… me empurrou gente, simplesmente me empurrou… e disse q estava mais cansada que eu e que o lugar era dela.
    Eu fiquei com cara de “nao acredito nisso”. Uma senhora que provavelmente já teve filhos, já esteve grávida, mewwwww…. ela tinha acabado de subir no ônibus.
    Resumindo, um cara xingou mto a idosa, me cedeu o lugar e eu fico pensando até hoje, como alguém pode empurrar alguém, em um onibus em movimento, com um bebezinho praticamente recem nascido no colo…

    BRASIL-SIl-SIL.

  4. Mai 31, 2012 @ 15:04 {}

    Eu nunca tive problemas, mas é porque eu tive sorte de nunca precisar pegá-los em horário de pico com o Miguel.

    :/

  5. Tatiane
    Mai 31, 2012 @ 19:20 {}

    Aff que situação e a pior de todas é a falta de educação desse povo, eu ja passei por isso diversas vezes, ja cheguei a descer do ônibus chorando com meu filho no colo, Bom pra´quem não precisa dessa droga de transporte publico, mas acho que seria ótimo por exemplo a Dilma entrar num ônibus assim com a neta dela no colo.

    • Isabela Kanupp
      Mai 31, 2012 @ 19:23 {}

      É horrível né? Eu já entrei em onibus e pensei que não iria conseguir descer no lugar certo, porque simplesmente não dava para andar até a porta. E não adianta, pedir licença, ser educada. As pessoas não ouvem!
      Beijos

  6. Jun 01, 2012 @ 01:28 {}

    Primeira observação: por que a gente acha que os pais nunca vão dar conta, rsrs.
    Quanto ao episódio do ônibus, eu nunca peguei transporte público com filho no colo, mas tenho certeza que falta educação. Gentileza gera gentileza, pena que esquecem disso né!? Viu que tô de blog novo, passa lá quando der. Bjs.

  7. Jun 01, 2012 @ 01:29 {}

    o blog é http://maenainternet.blogspot.com.br
    na pressa digitei errado, sorry :(

  8. Jun 04, 2012 @ 12:56 {}

    Isso é algo que estraga meu dia. Falta de educação define meus dias de péssimo humor. Essa maldita mania de fazerem de conta de que nada viram só pra não sairem do “conforto”. E depois, na maior cara de pau, se a situação inverte, ainda acham ruim. KD OLEO DE PEROBA KD?

    Bendito o homem que te deu o lugar.