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	<title>Parabeatriz</title>
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	<description>Maternidade, amamentação, criação com apego, e uma maternidade não muito cor de rosa.</description>
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		<title>Sobre a comprovação de ser mãe de merda.</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jun 2013 17:46:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[44 meses]]></category>
		<category><![CDATA[dodói]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Há uns anos eu criei o twitter @maedemerda, onde durante um tempão eu me diverti muito com um personagem fictício que na verdade era meu alter ego. O público do blog acabava conhecendo o twitter e o pessoal do twitter acabava conhecendo o blog, foi um bom tempo, bem divertido. Acontece que eu assumi a postura do mãe de merda, o slogan de toda mãe é um pouco mãe .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Há uns anos eu criei o twitter <a href="https://twitter.com/maedemerda">@maedemerda</a>, onde durante um tempão eu me diverti muito com um personagem fictício que na verdade era meu alter ego. O público do blog acabava conhecendo o twitter e o pessoal do twitter acabava conhecendo o blog, foi um bom tempo, bem divertido.<br />
Acontece que eu assumi a postura do mãe de merda, o slogan de toda mãe é um pouco mãe de merda e por aí vai. E até hoje, sinto um enorme orgulho disso: sim, sou mãe de merda com frequência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O problema é quando sua filha te conta isso. Essa é a comprovação, é tipo a tese da mãe de merda sabe?<br />
É quando sua filha fica doente, acorda vomitando horrores, e você toda ali cheia de amor pra dar, cuidando, fazendo suquinho e ela vira pra você e fala:</p>
<p><em>- então mãe, me leva pra tia.</em><br />
<em>- mas bia, porque? eu to cuidando de vc, vc não ta bem..</em><br />
<em>- eu sei mãe, não fica triste, eu volto, você pode me buscar amanhã&#8230;</em><br />
<em>- que? você quer dormir lá?</em><br />
<em>- é mãe&#8230; é que eu to dodói e ela cuida de mim direitinho.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>#fail</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Faz o que com isso? Senta e chora? Assume ser 100% mãe de merda? Expõe o troféu pior mãe do mundo?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2661" alt="biaetiamarlene" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/biaetiamarlene.jpg" width="484" height="469" /></p>
<p>E essa é a criança super doente que estava em casa, ta gente? Juro que ela tava vomitando que nem a menina do exorcista, juro!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Já está seguindo a gente lá no</strong> <a href="http://instagram.com/isabelakanupp">instagram</a>?</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eu escolho a culpa que carrego.</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jun 2013 15:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[culpa materna]]></category>
		<category><![CDATA[culpa não]]></category>
		<category><![CDATA[culpa sim]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Eu sou a favor da culpa. Eu sou muito a favor da culpa! Dizem que quando nasce um bebê, além da mãe, nasce também a culpa e eu concordo. Talvez porque quando somos mães de primeira viagem tudo é novidade para nós, e claro, tudo é muito assustador. Com isso ficamos inseguras, os palpites vem aos montes, as escolhas também e tudo vira culpa. Nos culpamos por dar &#8221; .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Eu sou a favor da culpa. Eu sou muito a favor da culpa!<br />
Dizem que quando nasce um bebê, além da mãe, nasce também a culpa e eu concordo. Talvez porque quando somos mães de primeira viagem tudo é novidade para nós, e claro, tudo é muito assustador.<br />
Com isso ficamos inseguras, os palpites vem aos montes, as escolhas também e tudo vira culpa. Nos culpamos por dar<em> &#8221; colo demais&#8221;</em>, nos culpamos por <em>&#8221; dar colo de menos&#8221;</em>, nos culpamos por<em> &#8221; deixar chorar&#8221;</em>, nos culpamos por <em>&#8221; atender no primeiro choro&#8221;</em>. Nos culpamos por todas as escolhas.<br />
Acontece que o tempo passa e começamos a nos tornar mais seletivos nas culpas, ou pelo menos deveríamos.</p>
<p>Acredito que a culpa tem um papel fundamental na maternagem: nos orientar. Imagina só se não nos sentíssemos culpados nunca? Quantos erros cometeríamos? Afinal, culpa não!<br />
Ignorar a culpa é um péssimo habito. A culpa nos faz rever muitas coisas.<br />
Porém é doente ficar nos culpando por tudo, não da para viver, não tem como ter uma maternidade tranquila, uma vida leve, se culpando por tudo.</p>
<p>Então com o tempo aprendemos a escolher nossas culpas, não existe um tempo certo para isso acontecer e creio que não seja com todas as pessoas que isso acontece. Mas aconteceu comigo.<br />
Sabe, eu não vou ficar me culpando de deixar a Beatriz dormir na casa da minha tia algum dia no meio da semana, mesmo que ela já tenha passado o fim de semana no pai dela!<br />
Eu durmo super pouco durante a semana, é algo triste mesmo, e as vezes eu chego no meu limite e eu só quero dormir. Eu apago. Meu corpo pede arrego. Dai eu deixo a Beatriz com a minha tia e durmo até as 15 horas. Não me sinto culpada porque penso que é minha saúde em jogo, penso que se eu não dormir, se eu não ceder, eu sei que vou descontar em todo mundo inclusive na Beatriz.</p>
<p>Porém, por vezes, me sinto culpada por coisas tão idiotas mas que na hora fazem total sentido. Tipo, ir na padaria comprar 4 pães de queijo, comer 3 e deixar só 1 para a Beatriz. Nossa, meu mundo caiu! Sou a pior mãe do universo! A pior mãe das galáxias! A pior mãe!!!!!!</p>
<p>Vejo pessoas levando uma vida pesada cheia de culpas, e eu acredito que: você se sente culpada? Então tente mudar a situação para não surgir mais a culpa!</p>
<p>E então eu comecei a ser mais seletiva com as culpas que carrego, culpas bobas, culpas mais sérias. Avalio com calma, vejo onde errei, vejo o que está ao meu alcance para melhorar. Por exemplo, tenho evitado deixar a Beatriz na minha tia, por mim e por ela. Porque apesar de meu corpo precisar do descanso &#8211; e as vezes a mente também &#8211; quando a Beatriz vai para lá, dependendo do dia, eu me sinto extremamente deprimida. E também por conta da Beatriz que parece um saco de batatas sendo jogado pra lá e pra cá. Então tenho evitado, deixar somente quando houver extrema necessidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já me senti culpada por mandar a Beatriz todos os dias para a escola. Como se fosse a coisa mais terrível do mundo. Dai fiz o teste, e deixei ela em casa comigo um dia: o caos. Ela sente falta dos amiguinhos, do parquinho, de fazer bagunça e tudo mais. E eu não dou conta! Dai penso, como consegui ser mãe por tempo integral durante dois anos?</p>
<p>Como consegui eu não sei. Mas não vou me culpar por não conseguir mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p> <img src='http://parabeatriz.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>E você, qual culpa escolheu colocar na bagagem? </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre a minha relação com o blog.</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Jun 2013 21:19:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Em 2009 quando comecei esse blog, o intuito era deixar registrado tanto para mim quanto para a Beatriz toda essa experiencia que a maternidade estava me proporcionando. Claro que também seria um espaço para troca de ideias, aprender e ensinar também, coisa que na época não era tão fácil de encontrar na internet, até era&#8230; mas, eu nunca fui muito convencional. Como disse nesse post aqui, logo fui taxada .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2009 quando comecei esse blog, o intuito era deixar registrado tanto para mim quanto para a Beatriz toda essa experiencia que a maternidade estava me proporcionando. Claro que também seria um espaço para troca de ideias, aprender e ensinar também, coisa que na época não era tão fácil de encontrar na internet, até era&#8230; mas, eu nunca fui muito convencional.</p>
<p>Como disse nesse<a href="http://parabeatriz.com/estatuto-do-nascituro/"> post aqui</a>, logo fui taxada de polemica o que antes via como um ponto negativo e hoje não mais. Acontece que esse é meu jeito, eu sou crítica, eu vou falar o que você não quer ouvir, eu vou fazer você sair da sua zona de conforto e pensar em outras possibilidades, porque eu me cobro isso todos os dias, eu faço isso comigo todos os dias. Eu repenso minhas escolhas sempre, meus ideais, aquilo que acredito ou não. Sempre. E acredito que devemos fazer isso para ver onde erramos, onde acertamos, o que podemos melhorar e claro, passar boas ideias a diante.</p>
<p>Acontece que eu nunca tive muita pretensão com o blog, nem comercialmente muito menos ideologicamente. Hoje eu acredito que o blog é um dos maiores meios de comunicação, pela linguagem e pelo fácil acesso. Porém isso em 2009, quando comecei com esse blog, era algo muito&#8230; irreal.<br />
Porém como sempre gostei de escrever achei que seria uma boa expor aqui as minhas diversas opiniões sobre os diversos temas e foi assim que começaram as polemicas: a da <a href="http://parabeatriz.com/a-maconha-e-os-filhos-pela-legalizacao/">maconha</a>, a do<a href="http://parabeatriz.com/eu-sou-a-favor-da-legalizacao-do-aborto/"> aborto</a>, a da <a href="http://parabeatriz.com/coleira-infantil/">coleira</a>, a da <a href="http://parabeatriz.com/eu-terceirizo-tu-terceiriza-nos-terceirizamos/">escolarização</a> e por aí vai. Foram tantas que nem eu me recordo de todas. O que também é bom lembrar é que estamos em constante modificação, nem sempre relendo hoje eu concordo com o que escrevi há anos.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-2637" alt="943480_516343235080041_1510006389_n" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/943480_516343235080041_1510006389_n-270x300.jpg" width="270" height="300" /><br />
Já me questionei diversas vezes se isso não seria uma exposição desnecessária, afinal querendo ou não o blog já era lido por uma quantidade legal de pessoas e sempre que surgia uma polemica apareciam muito mais leitores por aqui, o risco também era grande (como algumas ameaças sobre conselho tutelar no texto da maconha :p) entre outros fatores.<strong> Mas sempre acreditei que era válido expor o que eu pensava e quem sabe, plantar a sementinha na cabeça de alguém, fazer alguém refletir sobre algumas atitudes já seria algo muito válido para mim.</strong></p>
<p>Hoje alguns anos já se passaram, hoje o blog tem em média 2000 leitores diários, leitores fiéis!Não é muito em vista de um monte de blog do mesmo nicho, mas para mim é um ótimo número. São 2000 pessoas que vem aqui diariamente e leem o que eu escrevo, seja sobre aborto, feminismo, maconha, o que for. <strong>Já deixei aqui bem claro, eu não quero que ninguém concorde comigo, mas eu quero que as pessoas saiam da caixinha, saiam da zona de conforto e pense &#8211; com carinho &#8211; sobre o assunto. E se rolar um debate sobre o tema, já será positivo, o texto já atingiu o objetivo.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros tantos objetivos o blog atingiu nesse tempo, um deles foi ele ter se tornado a minha renda. Sem contar tantas outras coisas que consegui graças ao blog, viagens de trabalho, contatos importantes, conhecer amigos que só conhecia pela internet e viajar pela primeira vez de avião. rs<br />
Mas isso não tem comparação com o que eu recebi ontem.</p>
<p>Esses dias eu recebi uma mensagem no <em>facebook</em> de uma menina &#8211; sim menina! &#8211; e com autorização dela vou compartilhar com vocês.<br />
Essa menina começou a ler o blog há muito tempo e por vezes debatemos alguns textos do blog por mensagens no<em> facebook</em>, falei para ela sobre feminismo, sobre aborto, sobre parto normal, sobre o direito da mulher escolher, sobre tudo o que já falei aqui no blog. E para mim era incrível e ao mesmo tempo uma puta de uma responsabilidade ter uma leitora tão jovem.</p>
<p><strong>E então essa semana eu recebi isso:</strong></p>
<blockquote><p> &#8221;Venho por meio dessa mensagem te agradecer, e agradecer ao seu blog, por começar a mudar minhas ideias e pensamentos de mundo. A partir do Para Beatriz conheci o outro lado da sociedade, o feminismo, reconheci o machismo nas minhas atitudes e nas situações do dia-a-dia, mudei meu pensamento sobre o parto, onde o senso comum me falava que &#8220;posso parir sem dor&#8221;, mas eu aprendi que é natural sentir dor e que eu não devo um dia privar meus filhos de nascerem na hora que quiserem. Aprendi sobre a amamentação, que pra mim era só uma fase, o sexismo, a ter senso crítico. Aprendi coisas que para a sociedade e para o governo, não tem valor, não serve para ENEM, faculdade ou trabalho, mas que para mim e para que eu possa ser uma revolução, o futuro da nação, tem sim valor, é sim essencial. Revi conceitos, pensamentos e ideais, aprendi que mudar é BOM, necessário. E hoje agradeço pelo seu blog, não teria 1/3 do pensamento que tenho hoje se não fosse por ele<br />
Porque sei que nós podemos realizar tudo que quisermos, e nunca devemos desistir de nossos objetivos, continue a escrever, porque ir contra a maré pode ser cansativo, e é, mas isso prova que pensamos, e que qualquer um pode pensar também. Fiquei indignada quando umas amigas da minha família falaram que &#8220;menina deve ser guardada&#8221; e que eu não deveria ter amigos homens e muito menos abraçar eles, recebi risadas da roda de amigos da escola por querer ter um parto natural e deixar, um dia, meu filho decidir quando vai nascer e quando vai parar de ser amamentado, constantemente minha mãe me diz que nasci de cesárea porque posso escolher não ter dor, e refletindo, eu poderia escolher não ter dor, como eu poderia escolher não questionar as autoridades e o comportamento da sociedade, mas que graça tem ser igual? Ser manipulado? Nascemos com o direito de &#8220;parir&#8221; pensamentos e de permanecer ao senso comum, cabe a nos decidir. Graças a você e a blogs como o seu, formulo meus pensamentos, e Isa, eu quero ser como você quando eu crescer rsrsrsr.&#8221;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2644" alt="301315_512436998803998_1947327742_n" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/301315_512436998803998_1947327742_n-300x285.jpg" width="300" height="285" /></p>
<p>Sabe, toda semana eu recebo um e-mail ou algum comentário falando como alguém refletiu sobre determinado assunto graças ao blog, como alguém reviu conceitos graças ao blog. Mas esse depoimento dessa leitora me tocou de uma outra forma.<br />
Em primeiro lugar porque quando eu tinha a idade dela, eu não tinha nem metade dos pensamentos e da maturidade que ela tem. Eu vivia na caixinha, com pessoas pensando por mim, a escola fazia isso por mim era só aprender o que o professor passava e estava ótimo. Tive ótimos professores, que de acordo com as possibilidades ia ensinando a gente a pensar sozinhos, mas pense que, isso era muito limitado. Consegui entender a ideia do senso crítico no ensino médio, após conhecer um professor de história, um dos melhores professores que já tive. Hoje entendo que professor não é somente ensinar o que está nos livros, mas ensinar a pensar e questionar também.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-2639" alt="942450_186850791472375_251251237_n" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/942450_186850791472375_251251237_n-205x300.jpg" width="205" height="300" /></p>
<p>A palavra para descrever o que sinto, e o que senti lendo o que essa menina me escreveu é: <strong>realização</strong>. Atingi o objetivo. Se por algum motivo eu não pudesse mais escrever o objetivo estava alcançado e não haveria arrependimentos.<br />
Me motivou muito a continuar a escrever, a continuar a questionar, a continuar a expor o que penso mesmo que seja fora do convencional, do esperado pela sociedade. Me fez entender de uma vez por todas que o comercial desse blog é uma consequência do meu trabalho, mas que o principal papel do blog é social.<br />
Sabe quando você trabalha duro o mês inteiro e recebe no fim do mês o salário? Então, esse é o meu pagamento por desde 2009 ter trabalhado duro.</p>
<p>O que me deixa mais feliz é que essa menina irá transformar as coisa por onde ela passa, mudará a ideia de muita gente, revolucionará não somente a própria vida mas também de quem a cerca.<br />
Entender que eu não mudei a forma de pensar dessa garota, mas de alguma forma, ensinei a ela que ela pode pensar sozinha, que ela pode questionar e deve!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E assim seguimos: escrevendo, escrevendo, escrevendo&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2646" alt="frase-a-verdade-te-libertara-mas-primeiro-ela-vai-te-enfurecer-gloria-steinem-125835" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/frase-a-verdade-te-libertara-mas-primeiro-ela-vai-te-enfurecer-gloria-steinem-125835.jpg" width="850" height="400" /></p>
<p>Eu adoro essa frase, simplesmente porque quando conheci o feminismo ela resumiu todos os meus sentimentos. Senti raiva. Fiquei muito brava. Achei tudo muito absurdo. E depois fui percebendo o quão machista eu era, o quão podre era estar em meio a tudo isso, o quão a mudança &#8211; dentro de mim &#8211; estava próxima. A liberdade que vem depois é indescritível. E acredito que seja assim com todas as transformações em nós. Porque mudar nossas ideias, conceitos, crenças é difícil mas não é impossível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>{ Hesitei em escrever esse texto, com medo de parecer prepotente ou algo do tipo, mas segui o conselho de quem confio: escreva sobre isso. } </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2642" alt="254170_186749361482518_425361318_n" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/254170_186749361482518_425361318_n.jpg" width="500" height="606" /></p>
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		<title>Preferências Literárias</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jun 2013 14:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[44 meses]]></category>
		<category><![CDATA[alfabetização]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Desde o ano passado a Beatriz traz da escola livrinhos para ler durante a semana. Esse ano ela vai até a biblioteca sozinha e escolhe o que quer trazer, fica uns 3 dias com o livro em casa &#8211; no qual eu tenho de ler para ela &#8211; e devolve na escola. Desde o início a Beatriz demonstrou muita empolgação, tipo&#8230; muita mesmo, de escolher os próprios livros e .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Desde o ano passado a Beatriz traz da escola livrinhos para ler durante a semana.<br />
Esse ano ela vai até a biblioteca sozinha e escolhe o que quer trazer, fica uns 3 dias com o livro em casa &#8211; no qual eu tenho de ler para ela &#8211; e devolve na escola.<br />
Desde o início a Beatriz demonstrou muita empolgação, tipo&#8230; muita mesmo, de escolher os próprios livros e trazer para a casa. Antes de inaugurar a nova biblioteca da escola ela só falava disso.</p>
<p>E então que quase toda semana ela vai até a biblioteca e escolhe algo &#8211; quase todas, porque as vezes não tem aula no dia ou algum imprevisto &#8211; e eu sempre fico na expectativa em casa pelo que ela escolheu.<br />
Acontece que faz uma três semanas que a preferencia literária dela está bem&#8230; clara, digamos assim. Há três semanas a única coisa que ela traz para casa são gibis da turma da mônica!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2625" alt="biagibi" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/biagibi.jpg" width="457" height="460" /></p>
<p>Agora deixa eu contar para vocês quem lê primeiro o gibi? Eu. Adoro! É muito nostálgico gente!<br />
E da um orgulhosinho ver a Beatriz toda empolgada com os gibis, já reconhece todos os personagens, já tem seus preferidos e por aí vai!<br />
Beatriz está em uma fase muito fofa da vida, que ela reconta a história que ouviu milhões de vezes, faz suas modificações e por ai vai.</p>
<p>Ah, outro ponto sobre a leitura que mudou muito de uns tempos para cá: Beatriz já reconhece as letras. Ela já sabe que o <strong>M</strong> é de tia <strong>M</strong>arlene, que o<strong> I</strong> é de<strong> I</strong>sabela, que o <strong>B</strong> é de <strong>B</strong>eatriz, que o <strong>O</strong> é de <strong>o</strong>vo, e por aí vai&#8230; Reconhece quase todas, e ultimamente é uma loucura, todo lugar ela fica reparando: <em>&#8220;olha mãe, B de Beatriz!! Olha mãe, a letra do seu nome!&#8221;</em></p>
<p>Pois é, apesar de as vezes eu ter vontade de vender a Beatriz no mercado livre, na maioria das vezes ela está um poço de fofura!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&lt;3</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Estatuto do Nascituro: o que você tem de saber.</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jun 2013 13:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Há um bom tempo falei aqui sobre aborto, sobre a minha opinião quanto a isso, e para quem não se recorda a minha opinião é: sou totalmente a favor, isso não significa que EU abortaria, mas não tiro o direito de outras mulheres abortarem. Quando esse blog era bem mais ácido e toda semana tinha uma &#8221; polêmica&#8221; eu ganhei vários adjetivos. Uma das coisas que eu mais ouvia .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Há um bom tempo falei aqui sobre aborto, sobre a minha opinião quanto a isso, e para quem não se recorda a minha opinião é: sou totalmente a favor, isso não significa que EU abortaria, mas não tiro o direito de outras mulheres abortarem.<br />
Quando esse blog era bem mais ácido e toda semana tinha uma &#8221; polêmica&#8221; eu ganhei vários adjetivos. Uma das coisas que eu mais ouvia era que eu gostava de ser polemica, e isso sempre foi dito de uma forma negativa, e eu sempre neguei isso&#8230; dizia que as polemicas surgiam. Simples.<br />
Porém o tempo passou e durante um bom tempo fiquei sem escrever essas coisas ácidas no blog, só que hoje&#8230; bom, hoje eu percebi que eu gosto de uma polemica.<br />
Sabe porque?<br />
Porque eu gosto de fazer as pessoas pensarem. Não estou aqui querendo que ninguém concorde comigo, que mude de lado &#8211; o que seria bacana -, ou que vire um enorme bate boca. Mas uma das coisas que eu fico mais feliz, é receber comentários e emails falando sobre como a pessoa refletiu sobre determinado assunto, justamente porque falei sobre ele aqui no blog.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Acredito que, jamais devemos ficar estagnados. Informação nunca é demais. É como eu disse dia desses em um texto aqui: você pode ser contra e eu vou defender seu direito de ser conta. Mas se você é contra o aborto, basta não fazer um.<br />
O que acho errado e de extremo egoísmo é ignorar tantas mulheres que em primeiro lugar: já fazem abortos. Porque apesar do aborto ser ilegal isso não significa que ele simplesmente não exista, que as pessoas não façam.  E o outro ponto fundamental é que: minha realidade é essa daqui, mas eu não sei a realidade da outra pessoa, da minha vizinha, etc.</p>
<p>Existe uma grande falha em dizer que caso você não queira um filho, basta usar métodos contraceptivos. Eu usei, durante anos, e olha só&#8230; está aqui a Beatriz. Que foi concebida enquanto eu tomava anticoncepcional certinho e o mesmo há anos.<br />
Uma vez, ao contar isso em algum debate, me falaram que eu poderia &#8211; graças a falha &#8211; exigir uma indenização da empresa farmacêutica, e eles pagariam uma pensão para a Beatriz até os 18 anos. E usam desse argumento contra o aborto: Ah, se o método falhar, é só pedir a pensão!</p>
<p>Esse é o mesmo raciocínio do Estatuto do Nascituro e de uma das coisas que achei mais absurdas em tudo isso: você não ter o direito de decisão sobre seu corpo e sua vida.</p>
<p>Muito falamos de humanização do parto, humanização para o nascer, e esquecemos de falar sobre a humanização dos humanos. Porque como podemos achar que alguém tem de pagar por um estupro? Como podemos aceitar que alguém carregue um filho que &#8211; além de não ser desejado &#8211; é proveniente de uma violência absurda? Como podemos aceitar que o Estado mande em nossos corpos?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2607" alt="969861_454833844609601_42462885_n" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/969861_454833844609601_42462885_n.jpg" width="175" height="403" /></p>
<pre style="text-align: center;">Via: <a href="https://www.facebook.com/pages/OCarlitos/319844561463313?directed_target_id=0">OCarlitos


</a></pre>
<p>Eu posso não entender, mas respeito quem é contra o aborto até mesmo por questões religiosas, e voltamos na questão de que basta não abortar. Mas eu realmente não entendo &#8211; e nem respeito &#8211; quem acredita que uma mulher tem menor valor que outra. Que você, por talvez estar em uma situação privilegiada e não precisar de tal recurso, julgue que nenhuma outra mulher deva merecer tal benefício.</p>
<p>Creio que alguém concordar com o Estatuto do Nascituro ultrapassa a falta de bom senso, é falta de humanidade. É falta de se colocar no lugar do outro, de empatia, é egoísmo achar que se você não precisa, que se você não concorda, ninguém mais precisará.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E então caso você seja estuprada e dessa violência surja uma gravidez, além de você não poder abortar, caso o estuprador seja identificado, seu filho terá o nome do sujeito como pai. Legalmente, o seu agressor, será o pai do seu filho, com todos os direitos que essa legalidade permite.<br />
Caso não encontrem o estuprador, você ganhará uma pensão do governo. O seu querer, o seu trauma, a sua dor&#8230; bom, isso deixa de lado.</p>
<p>Me revolta tantas mulheres, tantas pessoas, acharem normal o Estado mandar em seu corpo. É  a força que ele exerce para nos controlar. O que resta saber é: você vai se acomodar e deixar ser controlada?</p>
<p>Eu sou pró vida, sou pró vida de quem já tem vida: a mãe. a mulher. sempre.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2608" alt="971926_551091744937724_608197484_n" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/971926_551091744937724_608197484_n.jpg" width="585" height="610" /></p>
<p><strong>Então resumidamente é isso: Estatuto do Nascituro nos tira os direitos já adquiridos, nos deixa refém do Estado, nos tira o controle do nosso corpo e da nossa própria vida.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Saiba mais sobre o <a href="http://estatutonascituronao.fw2.com.br/">Estatuto do Nascituro</a>. E <a href="http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/06/06/estatuto-do-nascituro-mulheres-sao-apenas-um-vaso-de-planta/">aqui</a> e <a href="http://claraaverbuck.com.br/estatuto-do-nascituro-a-mulher-que-se-foda/">aqui</a> estão os dois textos que mais gostei sobre o tema. E assinem a <a href="http://www.avaaz.org/po/petition/Diga_NAO_ao_Estatuto_do_Nascituro_PL_4782007/?fQwANeb&amp;pv=153">petição</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que você precisa?</title>
		<link>http://parabeatriz.com/o-que-voce-precisa/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Jun 2013 13:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Há um tempo venho me interessando por uma vida mais minimalista. Li um tanto sobre e decidi que no momento seria bacana tentar. Depois de um tempo notei que esse ano eu comecei assim: destralhando. Quem se lembra desse post? Talvez tenha sido o início. O fato é que depois que o pai da Beatriz foi para outra casa, eu realmente comecei a me desfazer de muitas coisas. Percebi .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Há um tempo venho me interessando por uma vida mais <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo">minimalista</a>. Li um tanto sobre e decidi que no momento seria bacana tentar.<br />
Depois de um tempo notei <a href="http://parabeatriz.com/primeira-meta-do-ano-concluida/">que esse ano eu comecei assim</a>: <em>destralhando</em>. Quem se lembra desse post? Talvez tenha sido o início.<br />
O fato é que depois que o pai da Beatriz foi para outra casa, eu realmente comecei a me desfazer de muitas coisas.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2600" alt="destralhar2" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/destralhar21-300x289.jpg" width="300" height="289" /></p>
<p>Percebi então que tudo isso vai muito além de simplesmente se desfazer de algumas coisas, é ir aos extremos, é se desfazer daquilo que você julga necessário para a sua vida e digo mais, é rever todos os seus conceitos, rever prioridades e <strong>ver o que é realmente necessário na sua vida.</strong><br />
Não é somente se desfazer, porque é muito fácil doarmos aquilo que não usamos mais, aquilo que está velho e gasto, doarmos aquilo que não é nosso, jogar papéis fora daquilo que não nos pertence. <strong>O difícil é se desfazer do que achamos que faz parte de nós.</strong></p>
<p>Então é um processo longo e faz reavaliar tudo. E achei bacana falar isso aqui, porque enquanto eu me desfazia eu via o quanto acumulamos ao longo do tempo, o quanto damos valor para coisas que são só papeis, são só lembranças. E que ocupam um enorme espaço.</p>
<p>Não destralhei e nem desapeguei de tudo o que preciso desapegar. Consegui apenas no meu quarto e ainda não está 100%. Mas digo que foi muito bom, é muito libertador, é muito bom saber exatamente tudo aquilo que de alguma forma &#8221; pertence&#8221; a você. É muito bom saber o que tem em cada lugar. É muito bom mesmo. <strong>É muito bom saber que você não depende de um monte de coisas para viver, que consegue sobreviver sem tantas coisas.</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2597" alt="destralhar" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/destralhar-300x277.jpg" width="300" height="277" /></p>
<p>Para mim ficou no máximo 10 pares de sapato ( tênis, tênis de correr, sapatilha, sapato de salto, chinelos&#8230;). Poucas peças de roupa, porque não há necessidade de ter tantas se na verdade sempre uso as mesmas, as que me sinto bem, as que me sinto confortável. Os livros também ficaram poucos: <strong>apenas aqueles que eu releria milhões de vezes.</strong></p>
<p>Vi que como mãe acumulo muitas coisas, roupinhas nas quais Beatriz não entraria jamais, rabiscos em folhas aleatórias, chupetas de quando Beatriz era só um bebê e pra que?<strong> As memórias não permanecerão em minha mente? Os registros já não estão aqui?</strong></p>
<p>Entender que quanto menos coisas, mais fácil de administrar tudo isso é o primeiro passo.<br />
Agora o que quero e preciso fazer é destralhar &#8211; novamente &#8211; os brinquedos da Beatriz e ensinar aos poucos que ela não precisa ter tantas coisas para viver.<br />
Eu fui criada a vida toda &#8211; e até hoje tenho exemplos bem claros na família &#8211; <strong>de que era importante TER para ser alguém</strong>. Durante muito tempo questionaram a minha felicidade, afinal, eu não tinha um carro, eu não tinha muitas roupas da moda, eu não tinha um celular caríssimo de última geração. <strong>Esqueceram e falharam muito ao ensinarem</strong> &#8211; e através do exemplo também -<strong> a ser</strong>. Ser alguém feliz, ser alguém que se basta, ser alguém com caráter, ser alguém realizado. <strong>E é isso que quero ensinar para a Beatriz: a SER!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E você, o que você precisa?</p>
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<p>{  Para quem quiser saber mais, esse texto do blog <a href="http://vidaorganizada.com/">Vida Organizada</a> está bem interessante e bem mais esclarecedor!</p>
<p><a href="http://vidaorganizada.com/casa/destralhe/como-se-desfazer-das-coisas-pequenas-reflexoes/">Como se desfazer das coisas &#8211; Pequenas reflexões</a> }</p>
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		<title>23.</title>
		<link>http://parabeatriz.com/23/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Jun 2013 17:18:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Essa semana eu completei 23 anos. Não gosto muito de aniversários, me sinto deprimida, não tenho vontade de encarar o dia nem de nada. E foi o que fiz. Fiquei deitada. Acordei com a Beatriz dizendo parabéns,  me abraçando e jogando um pote de danoninho em cima de mim. Dei banho nela, dei almoço, coloquei ela na perua escolar. Deitei e dormi o dia todo. A noite vieram em .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Essa semana eu completei 23 anos.<br />
Não gosto muito de aniversários, me sinto deprimida, não tenho vontade de encarar o dia nem de nada. E foi o que fiz. Fiquei deitada.<br />
Acordei com a Beatriz dizendo parabéns,  me abraçando e jogando um pote de <em>danoninho</em> em cima de mim.<br />
Dei banho nela, dei almoço, coloquei ela na perua escolar. Deitei e dormi o dia todo.</p>
<p>A noite vieram em casa duas pessoas: a primeira é uma amiga que conheço há mais de 10 anos, que está comigo todos os dias, que brigamos, voltamos, aceitamos nossos defeitos pequenos e grandes e seguimos. É uma irmã para mim. É amiga para a vida toda.<br />
A outra pessoa é um amigo, que apesar do pouco tempo tem fundamental importância em todas as coisas que tem acontecido nos últimos meses. É companheiro. É parceiro. É leal.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-2588" alt="IMG_20130603_222146" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/06/IMG_20130603_222146-300x300.jpg" width="300" height="300" /></p>
<p>E então ficou assim: meu pai, eu, Beatriz e esses dois amigos. E eu senti que era tudo o que eu precisava. Somente eles.</p>
<p>Entendi por fim o que há tempos estava de alguma forma tentando entender: para se viver bem precisa de pouco. Mas esse pouco tem de ser fundamental.<br />
São as pessoas que cuido, que cuidam de mim, que estão comigo em todos os momentos apesar de tudo.</p>
<p>Claro que existem tantas outras pessoas, tantos outros amigos, mas naquele momento eu tive quem eu precisava ter ao meu lado.</p>
<p>Por fim, ano passado fiz um texto sobre meus 22 anos, onde pedia um pouco de coragem. Hoje posso dizer que consegui. Consegui a coragem que precisava<a href="http://parabeatriz.com/aos-meus-22/"> para os meus 22 anos</a> e hoje talvez seria bacana mais coragem, porque coragem nunca é demais.</p>
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		<title>Sobre as mudanças da vida.</title>
		<link>http://parabeatriz.com/sobre-as-mudancas-da-vida/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 May 2013 15:03:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Esse ano para mim tem sido um ano muito especial. Um ano de desconstrução principalmente. Rever conceitos, assim como fiz quando Beatriz nasceu. Dessa vez quem de certa forma está nascendo sou eu. Com isso tudo reavaliei muitas coisas na minha vida, e muitas mudanças que estão acontecendo e algumas que estão por vir são consequências de toda essa reavaliação. Há 3 meses eu era uma pessoa e hoje .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Esse ano para mim tem sido um ano muito especial. Um ano de desconstrução principalmente. Rever conceitos, assim como fiz quando Beatriz nasceu. Dessa vez quem de certa forma está nascendo sou eu.<br />
Com isso tudo reavaliei muitas coisas na minha vida, e muitas mudanças que estão acontecendo e algumas que estão por vir são consequências de toda essa reavaliação.</p>
<p>Há 3 meses eu era uma pessoa e hoje sou outra, todo um amadurecimento por conta das situações foi necessário e principalmente um amadurecimento emocional. Sabe aquela coisa da gente resolver nossos próprios problemas? Eu sempre resolvi meus próprios problemas, mas sempre tive um auxílio para quando as coisas apertassem &#8211; pai, marido, tias &#8211; e digo um auxílio emocional mesmo.<br />
Nesses 3 meses aguentei muita coisa sozinha, muita mesmo. Coisas que cansam a nossa mente e não somente nosso corpo e no fim do dia nos deixa esgotados. Mas temos uma criança para criar, brincar e amar né? A vida segue.</p>
<p>Tive de aprender a controlar meu emocional, entender o porque de alguns sentimentos e de onde vinha tanto trauma. Sim, foi uma auto análise de três meses. Descobrir meus limites, descobrir quem está ao meu lado, o que realmente é importante para mim, o que eu realmente PRECISO para seguir. E tive de passar tudo isso para a Beatriz, com leveza, mas com a eficácia necessária. Porque acredito que desde cedo ela tem de aprender a conviver ( e quem sabe, a gostar!) de mudanças. Porque a vida é mutável.</p>
<p>E fomos &#8211; juntas &#8211; dando esses pequenos passos. Me conhecendo cada vez mais e com isso tornando minha maternidade bem melhor ( não melhor que a sua, mas melhor dentro dos meus padrões).</p>
<p>Tive a prova de que quando estamos bem &#8211; ou a caminho disso &#8211; as coisas fluem. E tudo bem fluido.<br />
Dos pequenos aos grandes passos: decidimos &#8211; assim, família toda reunida &#8211; que o mais adequado para todos era mudar toda essa estrutura. E definitivamente vou me mudar. Vou ter meu canto com a Beatriz, só meu e dela.</p>
<p>Das pequenas as grandes mudanças já entendi a mensagem desse ano: não podemos permanecer onde estamos. Nunca, jamais, em hipótese alguma se conformar com algo que te incomoda.<br />
E com isso vamos seguindo &#8211; eu e Beatriz &#8211; ensinando e aprendendo, mudando, criando nosso canto, nosso espaço, nosso lar.</p>
<p>A certeza que tenho é que comecei 2013 sendo uma pessoa e vou terminar sendo outra. E isso é ótimo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2575" alt="cat" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/05/cat.jpg" width="612" height="612" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://instagram.com/isabelakanupp">Instagram.</a><br />
<a href="http://oestranhomundodekira.blogspot.com.br/">Fanpage.<br />
Blog não materno.<br />
</a></p>
<p><strong>Já conhece a loja <a href="http://marredeci.com.br/">Marré Deci</a>?</strong> Não? Então venha conhecer e aproveite o desconto de R$5 para qualquer peça usando o <strong>Código: ParaBeatriz</strong>.<br />
É fácil, efetue sua compra e antes de finalizar coloque o código, pronto!</p>
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		<title>A cura</title>
		<link>http://parabeatriz.com/a-cura/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 May 2013 14:07:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem Beatriz estava deitada na cama enquanto eu terminava de preparar umas coisas antes de deitar, então do nada ela começou a chorar, chorar, chorar muito e de soluçar e me questionar porque o pai dela não podia voltar para casa. Assim, do nada, depois de meses inclusive sem tocar no assunto. Perguntei se ela estava com saudades dele &#8211; mesmo tendo passado dois dias na casa dele &#8211; e .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem Beatriz estava deitada na cama enquanto eu terminava de preparar umas coisas antes de deitar, então do nada ela começou a chorar, chorar, chorar muito e de soluçar e me questionar porque o pai dela não podia voltar para casa.<br />
Assim, do nada, depois de meses inclusive sem tocar no assunto.<br />
Perguntei se ela estava com saudades dele &#8211; mesmo tendo passado dois dias na casa dele &#8211; e expliquei tudo novamente, que éramos melhores separados, que nós somos amigos, que amamos muito ela e sempre vamos estar com ela, mesmo não morando na mesma casa mais. Perguntei se ela lembrava das brigas, disse que era muito chato e que agora ninguém brigava com ninguém, que agora ela podia ficar bem com o pai e com a mãe, mas cada um na sua casa.</p>
<p>Ela parou de chorar e perguntou se podia ser nossa amiga, disse que seria muito boazinha para que, com isso, eu não brigasse com ela e a gente não tivesse de se separar também.</p>
<p>Isso faz com que a gente pense que a cura é diferente não somente para cada pessoa, mas também para todas as pessoas envolvidas naquela situação. Não é somente o casal que se separa, são duas famílias que se separam e algumas crianças envolvidas.<br />
O processo de &#8221; cura&#8221; para alguns pode ser mais longo, para a Beatriz eu não sei quanto tempo vai durar, o fato é que ela sente saudades do pai na mesma casa, talvez de poder falar com ele quando bem entender e por aí vai. Me dói, não pela minha decisão &#8211; porque sou adulta e sei que isso foi o melhor para todos -, mas porque a Beatriz sente falta e não há nada para fazer. Nada ao meu alcance.</p>
<p>Se para nós, adultos, já é complicado querer falar com alguém em determinado momento e não poder, seja pelo motivo que for, imagina para uma criança? Crianças não sabem administrar sentimentos, porém, aprendem. E talvez tudo isso seja parte do processo de aprendizado.<br />
Sabe, fiquei aqui pensando em quantas pessoas que gostaria de falar AGORA nem que fosse um &#8221; oi tudo bem?&#8221; e simplesmente não posso, seja porque não existe mais uma relação com essa pessoas (amizade, amoroso, o que for), seja porque não  posso ligar para a pessoa no momento ou não tenho mais o telefone. Da uma deprimidinha né? Imagine com uma criança.<br />
E hoje espero que essa cura da Beatriz aconteça. Demore o tempo que for, mas que ela cresça e que a cicatriz seja beeeem pequenininha.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;&#8230;Dona de divinas tetas&#8230;&#8221; &#8211; Ou sobre amamentação prolongada 3 + .</title>
		<link>http://parabeatriz.com/amamentacao-prolongada-3-anos/</link>
		<comments>http://parabeatriz.com/amamentacao-prolongada-3-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 May 2013 21:38:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela Kanupp</dc:creator>
				<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[Amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação prolongada]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; E então chegamos aos 3 anos e 7 meses amamentando. Como será daqui pra frente? Não sei. Mas cheguei naquele fatídico ponto da pergunta cretina: até quando? Pois é, continuo acreditando no desmame natural, no tempo da Beatriz. Espero que o tempo dela não seja aos 18 anos. Já tenho material para escrever um livro com coisas absurdas que ouvi em todos esses anos, das mais variadas pessoas, acompanhas .. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2562 aligncenter" alt="images" src="http://parabeatriz.com/wp-content/uploads/2013/05/images.jpg" width="197" height="255" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E então chegamos aos 3 anos e 7 meses amamentando. Como será daqui pra frente? Não sei. Mas cheguei naquele fatídico ponto da pergunta cretina: até quando? Pois é, continuo acreditando no desmame natural, no tempo da Beatriz. Espero que o tempo dela não seja aos 18 anos.</p>
<p>Já tenho material para escrever um livro com coisas absurdas que ouvi em todos esses anos, das mais variadas pessoas, acompanhas ou não de gestos obscenos, secadas no ônibus,  tiozão trash passando cantada e por aí vai. Aprendi a responder a altura também, Beatriz tem a sorte de ter uma mãe muito educada ( só que não). Aprendi a ignorar em alguns casos.</p>
<p>O mais importante é que constantemente aprendo sobre paciência, amor, superação e mais um bocado de coisas.<br />
Porque engana quem pensa que amamentar é fácil. Não sinto dores como no início da amamentação, nem qualquer outro desconforto do tipo, mas todo dia sou pressionada, ganho &#8221; conselhos&#8221; sem nem pedir, recebo olhares tortos e comentários indiscretos. Vale a pena? Vale.</p>
<p>Dia desses li em um grupo de discussões que não é normal uma criança mamando com 6 anos de idade, por exemplo e que ninguém leva isso na boa, que essa é a realidade e esse criança sofrerá por mamar.<br />
Lembrei de um fato que aconteceu na creche da Beatriz e que explica muito bem tudo isso, um dia Beatriz chegou em casa super chateada e ao questiona-la ela contou que uma amiga da escola falou que mamar era feio e que a menina riu dela. Eu perguntei o que ela respondeu, e Beatriz com seu jeito de sempre falou: ah mãe, eu falei que eu gostava de mamar e que era bom!</p>
<p>O que as pessoas não entendem é que crianças não tem maldade, elas apenas reproduzem o que veem em casa, o que veem ao redor. Se essa criança acha que mamar no peito é feio, muito provavelmente ela ouviu isso da mãe dela &#8211; dizendo para alguém, ou para ela &#8211; ou de alguém próximo, e ela está somente reproduzindo. Tanto que não gera nenhum desconforto, Beatriz nunca mais reclamou de nada relacionado a isso.<br />
Adultos que colocam empecilho e tem a mente doente.<br />
Enquanto deixarmos de amamentar por &#8221; não ser normal&#8221;, vai continuar não sendo normal.. não é lógico isso? E quantas mulheres abandonam a amamentação prolongada &#8211; e forçam um desmame &#8211; porque &#8221; não é normal&#8221; amamentar &#8221; criança grande&#8221; ? Quantas dessas mulheres realmente tinham essa opinião ou foram pela opinião do senso comum?</p>
<p>Hoje vejo que existe um enorme despreparo. Sabe, se eu fosse na do pediatra da Beatriz, aos 4 meses ela estaria tomando fórmula. Eu ignorei o pedido do pediatra e continuei amamentando ( e nunca mais voltei lá). E olha, Beatriz é uma criança saudável.<br />
Não tem como contar nos dedos de uma mão quantas vezes tive motivos para desistir, quantas vezes tive oportunidade de interromper a amamentação e mesmo assim continuei. E muitos dos motivos e oportunidades, partiram dos profissionais de saúde.</p>
<p>Não posso dizer que a pior parte já passou, porque conforme Beatriz cresce, cresce também as críticas, as perguntas, os palpites ( e as coisas absurdas que sou obrigada a ouvir), o que cresce também é meu desespero quanto ao desmame. Toda vez que penso no assunto, imagino algo com muito choro &#8211; de ambos os lados -, e por isso imagino que não seja a hora. Não estamos preparadas.</p>
<p>Claro que algumas coisas tem me incomodado, uma delas e talvez  a principal é o fato de amamentação e sono estarem interligados &#8211; pelo menos aqui &#8211; com isso Beatriz acorda algumas vezes a noite para mamar ( é gente, ainda!), logo eu não durmo bem também e com isso vira um ciclo maluco de todo mundo de mal humor porque não dormiu direito. Sim, é chato ter de ir toda hora amamentar a noite, é chato e cansativo.</p>
<p>Amamentação prolongada foi o início do meu empoderamento. Algo como &#8221; eu vou fazer e vou fazer do meu jeito&#8221;, foi também uma forma de me impor com familiares em outras diversas decisões, já que eles notaram que quando eu decido algo ninguém tira da minha cabeça aquilo.</p>
<p>E eu espero que um dia muitas mulheres possam amamentar seus pequenos de 2, 3, 4, 5, 6 anos e por aí vai, sem se questionar se é normal ou não. Porque para dizer a verdade, ninguém se importa se é normal ou não, até se importa&#8230; mas na verdade, você só tem de dar valor a duas opiniões:<strong> a sua e a do seu filho.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/MjCkYMVrGxU" height="315" width="420" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Outros textos sobre amamentação prolongada: </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://parabeatriz.com/mas-ela-ainda-mama/">Ela ainda mama? </a><br />
<a href="http://parabeatriz.com/essa-historia-absurda-de-amamentacao-prolongada/">Essa história de amamentação prolongada. </a><br />
<a href="http://parabeatriz.com/eu-amamento-e-tenho-vida/">Eu amamento e tenho vida</a><br />
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<p><strong>Beijos</strong></p>
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