Em busca de uma vida mais simples.
Essa semana fomos para São Paulo, a cidade mais caótica que já vi. Confesso que as vezes bate a loucura de jogar tudo para o alto e ir definitivamente para lá, ainda mais surgindo tantas oportunidades bacanas o fato de diminuir a distância facilitaria a minha vida. Marido que já morou lá uns 15 anos, fica mais tentado ainda, as facilidades são tantas.
Mas não vejo a Beatriz inserida em um ambiente tão caótico, na verdade, não vejo a Beatriz inserida em tantas coisas.
Eu a vejo sabendo nadar, andando de bicicleta, brincando de boneca e pega pega. Eu a vejo estudando em uma escola simples, com bastante verde, aprendendo as coisas por ver e não só nos livros. Vejo ela conhecendo uma galinha não por causa de um dvd musical, tendo contato com animais e com a natureza.
Por mais que onde moramos seja afastado, dificulte muitas coisas, e tudo mais, me sinto bem aqui, e a Beatriz também.
Creio que nunca me acostumaria com a pressa e frieza da cidade de São Paulo, a pressa de descer mais rápido do que uma escada rolante permite, de se espremer em um vagão do metrô, a pressa e o jeito sempre atrasado de ser. Parece que ninguém é tranquilo, ninguém curte nada, vivem na correria de cumprir prazos que as vezes, nem existe.
Não imagino um bairro tão tranquilo quanto o meu, com praças que estão ali porque simplesmente sempre estiveram, e não por obrigação de conservar um ambiente verde em meio ao caos. Não me imagino vivendo em um lugar onde as pessoas não cedem a passagem para quem desce do metrô mesmo com um aviso bem grande, um lugar onde a gentileza e forçada.
Mas não digo que nunca moraria ali, porque é tudo questão de adaptação e eu já me adaptei tantas e tantas vezes.
Só quero que, quando isso aconteça, que seja em um bairro tranquilo, em uma casa com quintal, que tenha uma padaria pacata, e vizinhos simpáticos. Que tenha uma praça com mais verde do que brinquedos para a Beatriz brincar, que eu possa levar a Beatriz a pé para a escola e que não seja só concreto.
E que tenha uma horta.
beijos




9 Responses to "Em busca de uma vida mais simples." | Add yours »
Vivia com meus filhos neste caos. Andar de bicicleta era assim – coloca no carro, enfrenta trânsito, quarenta minutos para estacionar e lá estamos no parque lotado. A escola? Ah! Era a melhor com grama sintética.
Troquei por uma cidade um pouco mais pacata. Posso ir a pé levá-los à escola.
A gente se acostuma… infelizmente às coisas ruins também! ( como eu conseguia me enfiar com duas crianças no metrô?! )
Beijo
Olha, eu moro em um bairro mais ou menos pacato, em uma casa com quintal, na realidade é uma casa de vila, daria pra você levar a bia pra escola a pé até o pré, tem 2 padarias perto e uma praça com bastante verde. Porém, eu só sairia da onde você mora por muito dinheiro ou uma excelente e única oportunidade, pois o que você tem aí, dificilmente achara em São Paulo. Aqui praticamente ninguém ajuda ninguém, é tudo concreto e loucura total.
Meu “sossego” só dura no quarteirão da minha casa em dia em que não chove …
beijos
Muitos não sabem os motivos, mas todos temos no DNA o desejo de uma vida mais simples.
Seu bairro é realmente tranquilo, hahaha!
São Paulo é foda. Até eu que tô na flor da idade, sem grandes compromissos como os seus, que poderia ser tentada pelas festas/shows/bares/oportunidades/estudo/trabalho tenho o maior pé atrás do mundo com essa cidade.
Mudanças já são difíceis, imagina algo tão radical. Seria complicado para a Bia, né?
Beijo =*
Bom, vamos lá, saindo em defesa da minha cidade… São Paulo é frenética, enorme, não para, tem de tudo e mais um pouco, mas como tudo na vida, não agrada a gregos e troianos. Ok, nasci aqui, estou acostumada. E é realmente questão de costume. Quantos brasileiros e estrangeiros vivem em São Paulo, sem ser paulistanos, mas se consideram natos!
São Paulo não é pra quem quer descansar, mas dá sim pra levar uma vida simples aqui. Morei 30 anos em um bairro no centro e hoje moro na zona norte, em ambos os casos tinha tudo perto. E o mais importante tem minha família, que é enorme, tem meus amigos, tem o meu gosto e tem a simplicidade da minha vida com meu marido, minha filha e minha gata.´Nas férias a prioridade é ir para o interior, mas não trocaria minha cidade por outra se não fosse realmente necessário. É aqui que me sinto bem.
Prioriza o que te é importante e necessário, porque uma mudança de cidade é muitas vezes uma mudança de vida, seja pra São Paulo ou qualquer outra. Bjs e sucesso sempre.
Eu moro num bairro que é uma cidade do interior praticamente. Aqui vc pode fazer praticamente tudo a pé. Tem o parque do lado, vários clubes escola, sesc, biblioteca tudo perto..
Cresci brincando na ruas ( mas hj é meio dificil pelo transito), mas em algumas ruas é possivel ainda.
Só tem um problema,as pessoas descobriram isso.. e o mercado imobiliario tb…Logo pra morar aqui, tem que desembolsar uma grana.São Paulo está assim.
Olá Isabella!
Como moradora de SP desde que nasci, já pensei muito em ter o plano B, em buscar essa vida mais tranquila e mais pacata. Meus pais,moradores de SP, aposentando, estão construindo uma casa no interior do Maranhão com tudo o que uma vida tranquila tem direito, muito verde, árvore frutífera, riacho no fundo do quintal, e vão se dividir am algumas vidas: SP, Fortaleza e lá. Meu plano B seria abrir uma livraria na Ilha Bela, mas resolvi buscar a vida mais simples aqui e agora, e não sonhar com o futuro distante. Meu trabalho (que eu amo) está em SP, a família por enquanto em SP, amigos em SP, enfim, essa é minha vida. Para buscar essa vida mais simples, procurei muito meu próximo endereço, e alguns itens, para mim, eram indispensáveis: escola infantil a pé (para o sonho do segundo filho), metrô a pé (eu sei que é uma loucura, mas adianta um lado… cinema, cultura, exposições de graça a alguns minutos), clube e/ ou parque perto (quem não tem cão, caça com gato…), comércio a pé (quitanda, mercadinho, etc). Consegui isso, e olha que maravilha, além disso tem biblioteca e vou (em um futuro próximo) trabalhar a pé! Enfim, o DNA está aqui, e estou tentando agregar! Precisamos sim, seguir nossa verdadeira vocação… loucura da cidade grande? Um pouco mais de tranquildade no interior? Total tranquilidade em cidade afastada? Tentar mesclar? E correr e tentar ser feliz aonde estiver, tentando, como voce mencionou,a constante adaptação!
Poderia ter escrito esse post! Sou doida pra sair de SP, gostava da cidade apenas quando fazia facul, saía à noite, tinha outro tipo de vida. Hoje, com Bento, prefiro mil vezes uma vida mais simples, mais calma, mais caseira.
Outro dia fui com ele pra paulista encontrar uma amiga, pegamos um ônibus e metrô. Fomos sem horário, sem correria. Ele adorou, foi uma aventura. Mas vi o que vc descreveu aqui, uma pressa sem fim, gentileza zero na escada rolante do metrô, mesmo eu estando com criança…
Minha casa é em um bairro mais afastado, e fica dentro de um condominiozinho. Aqui dentro é bem silencioso, com árvores, parquinho. Tem um comerciozinho ao redor, padaria e algumas escolas. Dentro das possibilidades da cidade, é sim agradável.
Mas eu mudaria para o interior em um piscar de olhos. Cresci no interior, cidade mediana, minha família mora lá. Prefiro mil vezes… ai que vontade!! rs!
bjos!
essas coisas são engraçadas: nasci aqui, cresci aqui e amo esse lugar. me estresso com as pessoas mal educadas, tenho vontade de morrer com a falta de gentileza, detesto ignorância. meu problema é com as pessoas duras q a cidade cria. a cidade, em si, pra mim não é um problema. mto pelo contrário. não gosto de paz e detesto tranquilidade! hahahahahaha! não conseguiria ter uma vida pacata: sou urbana, pé no asfalto. cresci brincando na rua, na rua cinza, de asfalto. nada de terra ou verde, mas foi incrível mesmo assim. gosto de ter cultura disponível 24 horas para ser consumida: se souber aproveitar, são paulo é um caldeirão cultural como poucas cidades do mundo são. só trocaria essa cidade por outra megalópole do mundo (algo como nova york ou amsterdam). qdo me vi grávida da theodora, pensei em cair fora e morar, sei lá, em floripa. mas, céus, eu não sobreviveria em uma cidade praiana na monotonia do inverno.
mas gostos são gostos… e eu adoro uma boa barulheira! rsrsrsrsrs