Como não ser uma mãe? – Por Bruno Bonfim { Mães que honram o rolê}
E hoje mais um texto para o Mães que honram o rolê. Hoje com Bruno Bonfim, é… ele não é mãe, mas a esposa dele será! Outros dois amigos queridos que conheci primeiro no real e depois no virtual!
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Se existissem regras num manual de como “não ser uma mãe”, creio que muitas das pessoas que tem filhos poderiam ser consideradas NÃO MÃES. Continue lendo, que você entenderá que a cada dia, cresce o número de publicações diferentes desse manual. Pode ter certeza que você já deve ter sido qualificada “não mãe” por alguém ou por algum livro por ai. Usarei minha família como exemplo, Naty minha esposa.
Nosso relacionamento começou no colégio, no ano de… só um minuto, deixa eu olhar no verso da minha aliança… 2003… sim 2003. Já convivíamos no mesmo colégio há algum tempo, mas nunca nos olhamos direito, eu tinha outras pretendentes(ela também) e havia acabado de sair de um breve relacionamento. Na minha primeira investida já tomei um nocaute “Você nunca fala comigo e agora quer me dar um beijo? Acorda muleque!”. Mais sempre fui do tipo Brasileiro, não desisto nunca… Começamos nosso namoro sem um pedido de namoro, aconteceu, igualmente nosso casamento, estamos juntos há 9 anos.
Você deve estar se perguntando, mais onde entra a NÃO MÃE nessa historinha toda, calma, afinal eu não nasci prematuro, já chego lá.
Quando casamos, decidimos não pensar em filhos tão cedo, tínhamos que curtir o casamento, viajar, sair, realmente nos conhecer (coisa que só acontece quando se vive junto), foi bom para nos amadurecer como casal. Após o segundo ano de casamento, sentimos falta de algo, aliás, sentimos falta de mais alguém, não agimos na emoção, fomos ao médico, fizemos exames, ela iniciou o ácido fólico, muito importante para uma mulher que deseja ter um filho saudável, reduzindo a chance de vários problemas na gestação.
Casamos “cedo”, porém com a certeza de estar fazendo a coisa certa, atualmente tenho 25 anos, ouvi muitos “Nossa! Mas vocês já querem ter filhos? Será que já é o momento certo?” Simplificando a resposta, creio que se esperarmos o momento certo ele nunca virá, as metas da vida mudam a cada dia, a cada propaganda de carro que vemos, a cada comercial da novela, e eu nunca vi um comercial sobre “tenha filhos, é legal”. Como tudo na vida temos que arriscar, desde a opção de qual universidade fazer, qual curso, no que se especializar na pós, ir ao parque no dia em que a meteorologia diz que vai chover, a cada passo que damos, arriscamos, assumimos a posição de ação, somos seres que agem, se o nosso coração parar de bater, parar de agir, morreríamos, se pararmos de respirar teremos o mesmo destino, a morte, que me fez refletir sobre “para quem eu vou deixar tudo que estou construindo?”. Tenho um amigo escritor que diz: “o ser humano é verbo, ou seja, tem sempre uma ação embutida”, realmente uma verdade: andar, correr, comer, saltar, nascer, criar, chorar …
Você já deve estar se coçando para chegar na parte de NÃO MÃE, chegarei lá no momento certo, fique tranquila.
Decidimos que estava na hora de um herdeiro, de dívidas…rs… E alguns meses depois da decisão, Nicolas começou a se desenvolver dentro da Naty. Um dos momentos mais felizes da minha vida(até o momento, pois ele ainda não nasceu) recebi num domingo às 8am., com sono, sem ter escovado os dentes, muito menos passado gel no cabelo, a partir desse exato momento começamos a imaginar dezenas, centenas de cenários, profissões, escolhas para nosso bebê, escolhemos nome, cor do quarto, móveis, brinquedos, roupinhas, fizemos chá fralda, fizemos de um ser que ainda não nasceu, um ser vivente e amado por vários amigos e familiares. Mas ainda não começamos realmente a ser pais, essa é a parte fácil, confortável, mas a parte boa é que são esses momentos, pré-pais, que nos dão força para nos tornarmos bons pais, como o bebê no ventre é nutrido a cada dia de sua “pré-vida”, nós pais somos alimentados com esperanças, expectativas, desejos nossos que já embutimos como desejos do nosso filho, um legado se inicia a partir da concepção, é de nossa obrigação tornar esse pequeno num ser ação, um ser verbo, um ser humano.
Agora você esta pensando “fdp esse Bruno, o título não tem nada haver com o texto”, pense novamente, esse texto tem como plano de fundo o início de uma relação, decisões tomadas, afeto, escolhas… ninguém pode julgar se você é mais ou menos mãe, sabe por quê? Porque só existem 2 alternativas, ser ou não ser mãe. O manual esta em branco e não nos cabe escrever nele, infelizmente, muitos desses “manuais” tentam nos convencer a melhor maneira de criar o nosso filho. Uma coisa que postei no meu blog e cabe muito bem aqui é “Se criar um filho tivesse receita, ela estaria disponível para download em qualquer site sobre maternidade”. Faça sua escolha, seja uma mãe e receba hoje, uma pequena parcela do que é seu por direito, feliz dia das Mães.
Naty, fico feliz que você tenha optado por “ser mãe” e me proporcionado a maior alegria da minha vida. Te amo e sempre amarei.
Bruno Bonfim, esposo fiel e trocando o título de filho pelo de pai, sou um marinheiro de primeira viagem, blogo sobre as experiências da paternidade (aventurapaterna.com.br) e humor (berinjelapodi.com.br), sou radialista formado e atualmente planto idéias no curso de Pós Graduação Semiótica Psicanalítica na Puc-SP.




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Feliz dia das mamaes, para voce e todas as leitoras…bjks
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