19 Mai 2012

Das coisas que mudam com a maternidade

Post by Kira at 02:33 on 30 meses, Cotidiano

fonte: we heart it.

Sempre fui daquelas pessoas que detestam calor, gente suada, calor humano, e todo o “glamour” que envolve o verão. Sempre fui mais os dias cinzas, nublados e chuvosos. Alguns dizem que isso tem relação ao emocional, mas no caso, bom… não faz muito sentido.

Acontece que eu comecei a não gostar tanto do frio e da chuva depois que a Beatriz nasceu, ou melhor, depois que a Beatriz se tornou uma criança independente e que sabe tirar o agasalho, a meia, e tem vontades de passear bem na hora que está caindo o mundo de chuva.

E em Campinas acontece um fenômeno muito engraçado chamado: tempo bipolar.
Funciona assim: de manhã ta fresco, o suficiente para calça de moletom e blusa de moletom na Beatriz, um tênis com meia fofinha. Depois do almoço, é hora de substituir por uma calça leve ou um short e uma camiseta. No fim da tarde, começa um vento fora do normal então além do look matinal acrescenta uma touca. E a noite, bom… a noite a coisa fica hardcore.

Antes eu gostava desse clima pois era o convite perfeito para ficar na cama, embaixo do cobertor, assistindo aquele filminho e tomando um mate. Hoje, eu fico embaixo do cobertor escondida enquanto a Beatriz está tirando a roupa no corredor de casa por pura diversão.

E em meio a essa loucura climática a Beatriz, que já estava desfraldada, resolveu me sacanear. Me presenteando em várias noites com mijadas na cama e claro, no cobertor.
Conclusão que não há quem aguente, não há maquina e centrífuga que aguente, não há sol suficiente para secar os benditos cobertores.
E em uma noite fria em que só havia sobrado um cobertor não-mijado eu tive a gênial ideia de COMPARTILHAR a cama. Pois, pelo meu raciocínio lógico, se nós três dormíssemos na mesma cama, a quantidade de cobertores seria suficiente.

Começou que a Beatriz dormiu de roupa e no meio da madrugada encontrei ela já sem blusa. E rolou muitos chutes, e praticamente dormimos sem cobertor, porque toda hora a Beatriz tirava o cobertor de todos nós.

Não ia dar coisa boa. E ontem a Beatriz foi para o pronto socorro com infecção de ouvido. E estreou nesse submundo dos antibióticos – alias, foi por causa de um que ela foi gerada – por 10 dias.

 

No mais, se é que ainda sobra alguma coisa, eu ainda prefiro o frio do que o calor. Até porque a Beatriz dorme muito mais!

E por aí, como funciona?

 

 

17 Mai 2012

Novo membro na família.

Post by Kira at 02:09 on 30 meses, Família

 

Quem me acompanha no twitter ou no facebook já está sabendo da novidade. Mas óbviamente não deixaria de registrar aqui, só esperei um tempinho para realmente ter certeza da permanência do novo membro… não que agora seja uma certeza.

Acontece que desde fevereiro quando o Charles sumiu eu fiquei um tanto chateada e tinha prometido para mim mesma que não adotaria nenhum animal mais, e logo depois a Diana faleceu o que fez com que eu reforçasse minha decisão.
Parei de procurar, é eu procurava, parei de TODOS OS DIAS ir na praça ver se alguém tinha abandonado algum animal, e parei de sair de madrugada quando eu JU-RA-VA que tinha um gato miando no quintal.
Decidi que só adotaria outro animal quando ele aparecesse no meu quintal por vontade própria, o que tecnicamente seria complicado já que eu tenho um cachorro no quintal da frente da casa, o Tobby.

Ou seja, eu só adotaria outro gato se o universo colaborasse, e muito! Em partes pelo trauma, e em partes porque EU me apego fácil a esses bichinhos fofinhos e a Beatriz então nem se fala!

Daí que dia 8 de maio, quando estava indo para a padaria vi uma menina passando pela rua com um gato na mão, falei algo como ” que gato fofinho” e ela me disse que tinha encontrado ali perto, que tinha comprado ração e estava levando para casa. Okay.
Naquela mesma tarde em meio a uma chuva do caramba, essa menina me chama no portão com o gato na mão e fala ” olha, minha mãe não deixou eu ficar com ele, não sei o que faço, você não pode ficar com ele pra mim?”.
Não tive como dizer não!

Nem botei muita fé, afinal eu tenho um azar do caramba com animais – leia-se eu tenho vizinhos bem filhos da puta – e imaginei que não duraria, já estava planejando achar um lar para ele, enfim!
Mas óbviamente a Beatriz ficou eufórica, louca louca louca, falando que amava o gato, abraçando, apertando… pobre gato!

Passamos dois dias dormindo com miados e limpando sujeira de gato, controlando para não sair para o quintal e para a Beatriz não ser muito felícia.
Hoje, depois de uma semana ela está gordinha, brincando horrores, e eu passo o dia todo falando ” beatriz não aperta o gato” ” beatriz não pega ela pelo pescoço” ” beatriz ela vai te arranhar” ” PORRA BEATRIZ CARALHO não come a ração dela!”.

E claro que a Beatriz solta umas fofuras nivel 85 quando está com o gato. Como pro exemplo, ao ver a gata ” mamando” no cobertor falar :
- mamãe ela ta mamando?
-Ta sim filha, ela não tem mamãe dai ela sente falta da mamãe dela… sabe filha, as pessoas são crueis e não deixam os animais desamamarem e os abandonam!
*sim eu falo coisas complexas para a Beatriz*
Então a Beatriz me olha com um olhar meigo e fala:
- hmm, agora você é a mamãe dela ta?Mamãe da Bia e da gata.

Tem como não amar?

Então, seja bem vinda e sinta-se parte da família porque você já é MIAU.

 

12 Mai 2012

Como não ser uma mãe? – Por Bruno Bonfim { Mães que honram o rolê}

Post by Kira at 20:35 on Mães que honram o rolê

E hoje mais um texto para o Mães que honram o rolê. Hoje com Bruno Bonfim, é… ele não é mãe, mas a esposa dele será! Outros dois amigos queridos que conheci primeiro no real e depois no virtual! ;)

 

* * *

 

Se existissem regras num manual de como “não ser uma mãe”, creio que muitas das pessoas que tem filhos poderiam ser consideradas NÃO MÃES. Continue lendo, que você entenderá que a cada dia, cresce o número de publicações diferentes desse manual. Pode ter certeza que você já deve ter sido qualificada “não mãe” por alguém ou por algum livro por ai. Usarei minha família como exemplo, Naty minha esposa.

Nosso relacionamento começou no colégio, no ano de… só um minuto, deixa eu olhar no verso da minha aliança… 2003… sim 2003. Já convivíamos no mesmo colégio há algum tempo, mas nunca nos olhamos direito, eu tinha outras pretendentes(ela também) e havia acabado de sair de um breve relacionamento. Na minha primeira investida já tomei um nocaute “Você nunca fala comigo e agora quer me dar um beijo? Acorda muleque!”. Mais sempre fui do tipo Brasileiro, não desisto nunca… Começamos nosso namoro sem um pedido de namoro, aconteceu, igualmente nosso casamento, estamos juntos há 9 anos.

Você deve estar se perguntando, mais onde entra a NÃO MÃE nessa historinha toda, calma, afinal eu não nasci prematuro, já chego lá.

Quando casamos, decidimos não pensar em filhos tão cedo, tínhamos que curtir o casamento, viajar, sair, realmente nos conhecer (coisa que só acontece quando se vive junto), foi bom para nos amadurecer como casal. Após o segundo ano de casamento, sentimos falta de algo, aliás, sentimos falta de mais alguém, não agimos na emoção, fomos ao médico, fizemos exames, ela iniciou o ácido fólico, muito importante para uma mulher que deseja ter um filho saudável, reduzindo a chance de vários problemas na gestação.

Casamos “cedo”, porém com a certeza de estar fazendo a coisa certa, atualmente tenho 25 anos, ouvi muitos “Nossa! Mas vocês já querem ter filhos? Será que já é o momento certo?” Simplificando a resposta, creio que se esperarmos o momento certo ele nunca virá, as metas da vida mudam a cada dia, a cada propaganda de carro que vemos, a cada comercial da novela, e eu nunca vi um comercial sobre “tenha filhos, é legal”. Como tudo na vida temos que arriscar, desde a opção de qual universidade fazer, qual curso, no que se especializar na pós, ir ao parque no dia em que a meteorologia diz que vai chover, a cada passo que damos, arriscamos, assumimos a posição de ação, somos seres que agem, se o nosso coração parar de bater, parar de agir, morreríamos, se pararmos de respirar teremos o mesmo destino, a morte, que  me fez refletir sobre “para quem eu vou deixar tudo que estou construindo?”. Tenho um amigo escritor que diz: “o ser humano é verbo, ou seja, tem sempre uma ação embutida”, realmente uma verdade: andar, correr, comer, saltar, nascer, criar, chorar …

Você já deve estar se coçando para chegar na parte de NÃO MÃE, chegarei lá no momento certo, fique tranquila.

Decidimos que estava na hora de um herdeiro, de dívidas…rs… E alguns meses depois da decisão, Nicolas começou a se desenvolver dentro da Naty. Um dos momentos mais felizes da minha vida(até o momento, pois ele ainda não nasceu) recebi num domingo às 8am., com sono, sem ter escovado os dentes, muito menos passado gel no cabelo, a partir desse exato momento começamos a imaginar dezenas, centenas de cenários, profissões, escolhas para nosso bebê, escolhemos nome, cor do quarto, móveis, brinquedos, roupinhas, fizemos chá fralda, fizemos de um ser que ainda não nasceu, um ser vivente e amado por vários amigos e familiares. Mas ainda não começamos realmente a ser pais, essa é a parte fácil, confortável, mas a parte boa é que são esses momentos, pré-pais, que nos dão força para nos tornarmos bons pais, como o bebê no ventre é nutrido a cada dia de sua “pré-vida”, nós pais somos alimentados com esperanças, expectativas, desejos nossos que já embutimos como desejos do nosso filho, um legado se inicia a partir da concepção, é de nossa obrigação tornar esse pequeno num ser ação, um ser verbo, um ser humano.

Agora você esta pensando “fdp esse Bruno, o título não tem nada haver com o texto”, pense novamente, esse texto tem como plano de fundo o início de uma relação, decisões tomadas, afeto, escolhas… ninguém pode julgar se você é mais ou menos mãe, sabe por quê? Porque só existem 2 alternativas, ser ou não ser mãe. O manual esta em branco e não nos cabe escrever nele, infelizmente, muitos desses “manuais” tentam nos convencer a melhor maneira de criar o nosso filho. Uma coisa que postei no meu blog e cabe muito bem aqui é “Se criar um filho tivesse receita, ela estaria disponível para download em qualquer site sobre maternidade”. Faça sua escolha, seja uma mãe e receba hoje, uma pequena parcela do que é seu por direito, feliz dia das Mães.

Naty, fico feliz que você tenha optado por “ser mãe” e me proporcionado a maior alegria da minha vida. Te amo e sempre amarei.

 

Bruno Bonfim, esposo fiel e trocando o título de filho pelo de pai, sou um marinheiro de primeira viagem, blogo sobre as experiências da paternidade (aventurapaterna.com.br) e humor (berinjelapodi.com.br), sou radialista formado e atualmente planto idéias no curso de Pós Graduação Semiótica Psicanalítica na Puc-SP.

10 Mai 2012

Sobre ser (ex) mãe solteira – Por Yumi { Mães que honram o rolê }

Post by Kira at 21:11 on Mães que honram o rolê

 

Hoje começa os textos especiais de dia das mães, o Mães que honram o  rolê! E para começar Yumi, que conheci através das redes sociais e depois se tornou namorada de um amigo! Vem gente!

* * *

Logo que uma mulher vira mãe solteira, um pensamento passa pela sua cabeça: “nunca mais vou arrumar um namorado”. Admito que também pensei isso, mas não me preocupei. Tinha acabado de sair de um relacionamento desgastante e o que eu mais queria era paz, não queria me envolver com ninguém. A essa altura eu já sabia (ou achava que sabia) o que queria pra minha vida: continuar criando meu filho da melhor maneira possível, arrumar um bom emprego, juntar dinheiro… e quem sabe, eventualmente, conhecer um homem de verdade que me amasse e aceitasse meu filho como se fosse dele, e então seríamos uma família feliz igual aquelas dos comerciais de margarina. Eu sabia que essa última parte seria bem complicada.

 

Porque olha… se pra mulher solteira já é difícil encontrar um cara que preste, imagina pra mulher solteira que tem um filho? Ou dois? Ou um que vale por dois (meu caso)? Desanimador. O cara tem que ser maduro o suficiente pra entender que ele vai estar sempre em 2º lugar, que o ex estará sempre presente (ou não, depende neam?), que não dá pra viajar pro Chile no feriado prolongado, assim, de última hora. E claro, meu filho teria que gostar dele.

 

Com o tempo acabei percebendo que de fato a maioria dos caras eram idiotas. Quando um ou outro me adicionava no MSN eu não falava que tinha filho, só pra ver aonde aquilo ia dar. A maioria parava de falar comigo assim que descobria. Um outro até “aceitou” bem, mas desapareceu no momento que falei que não ia pra balada nem dormia fora porque não podia deixar meu filho sozinho. E aí percebi outra coisa: o Felipe era meu escudo contra babacas!!! Ele me protegeria de qualquer imbecil que só quisesse “se aproveitar”, yeeeey!! Porque depois que a gente vira mãe passa a querer algo sólido, e não uma simples transa de uma noite só. Pelo menos no meu caso.

 

E daí que eu estava tranquila, curtindo minha solidão numa boa, certa de que só encontraria alguém daqui mil anos. Mas aí aconteceu algo… conheci pessoalmente um cara que só conhecia pela internet, um pai solteiro. Diferente né? Conversávamos sobre os filhotes, sobre cookies, sobre o blog dele, sobre tumblr. Enfim… o conheci pessoalmente. E me apaixonei. Por ele, pelo filho dele, pelos dois juntos, e pelos olhos dele (olhos azuis sempre tiveram um poder imenso sobre mim). Como lidar?

 

Passei os próximos meses pensando na loucura que seria nós dois juntos: cada um com um filho, morando em cidades diferentes, tendo que lidar com os ex, tentando manter a vida social. É, loucura. Melhor deixar pra lá né?  E deixei mesmo, por meses, até descobrir que ele sentia as mesmas coisas por mim, que surgiram no mesmo dia em que me apaixonei pelos olhos dele.

Hoje estamos juntos nessa loucura toda, e está sendo melhor do que eu imaginava :)

Quem disse que mãe solteira não consegue encontrar um namorado que preste?

Quem disse que família perfeita é aquela tradicional com os 2 pais biológicos?

Quem disse que é impossível conciliar tudo?

Sou a prova viva de que às vezes as coisas dão errado pra outras melhores aparecerem :D

 

 

[Queria aproveitar o espaço pra mandar um beijo pra quem teve a ideia de fazer a matéria do Dia dos Pais do jornal Diário Popular com o Rafael no ano passado hahahaha mudou minha vida, cara :) ]

 

[Beijão pra Kira também, que me deu a oportunidade de mostrar aqui um pouco da minha vida de novela mexicana ;*]

 

 

 

@yumiiii_  25 anos, mãe biológica do Felipe, mãe postiça do Miguel e namorada do @rafanoris do blog Família Palmito ;D

10 Mai 2012

A independência da Beatriz.

Post by Kira at 15:10 on 30 meses, Por aí...

 

A Beatriz tem uma vida social bem mais agitada que a minha. É, isso mesmo.
Vez ou outra ela é convidada para eventos nos quais eu não sou convidada, eventos de amigos da Tia Marlene, e assim vai.
O último foi um casamento, casamento no qual a Beatriz achou que era dela. Pois é, ELA JURAVA que ela ia casar.
Chegou o dia, ela foi umas 18 horas.
Deu 21 horas nada.
22 horas e nada da Beatriz.
E quando era lá pra lá de 23:30 a bonita chega, ACABADA. Dançou a noite toda (todas as versões de ai se eu te pego, tchu tcha, tcherere, e assim vai! ) e capotou sem tetê. Cantou músicas dormindo e por ai vai!

O fato é, a Beatriz está SUPER independente. Se antes ela não ficava um segundo sem a mamãe, hoje ela nem faz questão. Tem adorado passear com o papai, seja para ir na padaria aqui perto, ou em lugares mais longes um pouco. E a maior novidade foi: ela foi para a casa de uma amiga MINHA sem mim!

Sim, estávamos conversando no quarto, quando a Mirian anunciou que iria para a casa, estava ficando tarde, ela iria jantar.
Beatriz olhou e falou:” Posso ir com você?Me espera?
A gente achou que a Beatriz estava brincando, que na hora do vamos ver ela nem iria. Tentei alerta-la enquanto ela trocava de roupa: ” A mamãe vai ficar aqui ta? Você vai sozinha ta bom?” Então ela vira para a Mirian e fala:” Você cuida de mim?”. Eu ri.

E ela foi, ficou uns 30 minutos lá, se divertiu, brincou, jantou e voltou!

Cadê o bebezinho que estava aqui?

 

 

09 Mai 2012

As dores e delícias de Maio.

Post by Kira at 12:08 on aniversário, Dia das mães, Pai

 

Dia 8 foi aniversário do meu pai, 58 anos bem vividos.
E hoje eu vim contar meus medos e todas as coisas que já fiz de errado.

Antes da minha mãe falecer (um dia antes) ela disse para o meu pai que ele iria sofrer muito comigo. Se isso é verdade, eu não sei. Porque eu não sei se sofrer seria a palavra correta para o caso.

Sei que eu nunca fui uma pessoa fácil, que eu fui uma adolescente terrível, que saia sem ele saber, que bebia sem ele saber, que fumava sem ele saber. E que talvez, por desespero, depois de um tempo ele tenha largado mão e permitido todas essas coisas dentro de casa.
Sei que apesar de tão parecidos em alguns aspectos nunca tivemos um relação de amizade, hoje eu diria que seria lealdade, mas amizade de confissões não.

E hoje eu me lembrei de quando eu contei que estava grávida. Sentei na cama dele, ele distraido escrvendo algo, e eu falei : “então pai, acho que estou grávida”. E a única coisa que ele me falou foi : ” você está ficando maluca”.
É eu fiquei maluca, maluca de ter um filho em um mundo maluco, maluca em ter um filho sem ter uma profissão, maluca em ter um filho antes dos 20.
Dai um dia, ele me deu R$80 reais da sua aposentadoria e falou: vai lá e compra roupas para sua filha.
E eu guardo até hoje várias peças. Porque eu sei o quanto isso para ele e para nós estava sendo complicado, o quanto esse gesto para ele era especial.

A vida não foi bacana com o meu pai. Mas eu me orgulho dele, por tantos e tantos motivos. Meu pai não é um grande médico, não é rico, não da presentes caros para a minha filha. Meu pai é inconveniente, fala demais, da trabalho, me stressa, me faz chorar. Mas eu tenho orgulho por ser filha dele,  por ser filha de um cara que nasceu e morou boa parte da sua vida na roça, que cresceu ignorante, que estudou até a 8º série, que apesar das dificuldades formou uma família, deixou de ser alcoolatra, criou dois filhos, educou, teve bens, e tudo com muita dignidade.
Tenho orgulho porque hoje apesar de tudo ele não desistiu, não jogou tudo para o alto. Orgulho porque ele arranjou os modos DELE de tentar conviver com uma doença cruel.

Dia 13 é dia das mães, e além do fato de me dar uma dor enorme por eu não ter mais mãe, eu me sinto orgulhosa porque meu pai foi PÃE. Porque meu pai me ensinou o que era absorvente. Porque meu pai me criou como menina mesmo sem saber como fazer isso. Porque foi ele que me falou o que era namorar, o que era gostar, a diferença de paixão e amor.
Dia 13 se minha mãe estivesse aqui eles fariam 30 e poucos anos de casados.

E eu 4 anos de casada.

Me lembro que um dia sentada no chão do quarto organizando uma gaveta de roupas da Beatriz, com quase meus 9 meses de gravidez meu pai falou ” sua mãe teria muito orgulho de você”.

E esses dias depois de tanto luto, tanta tristeza, tanto rancor por uma mãe que morreu e me deixou, eu decidi ser feliz. Eu decidi fazer o que eu sonho, porque se minha mãe estivesse aqui era isso que ela iria querer. Ela iria mostrar para todo mundo o que eu escrevo, ela iria recortar cada matéria de revista, ela iria dançar uma valsa comigo na cozinha como ela fazia quando eu passava de ano.

Porque hoje, quem tem de dar orgulho sou eu. Não somente para o meu pai, para a minha mãe, mas para a Beatriz. Eu sou o exemplo, eu sou o espelho. E eu tenho de dançar muitas valsas com a minha menina.

 

 

 

09 Mai 2012

Conheça o Agrega Pais.

Post by Kira at 00:35 on outras coisas

O Agrega Pais é uma agregador de link, onde as pessoas colocam os links de postagem e eles divulgam!

O diferencial é que 90% dos links que você lá encontra é voltado para a blogosfera materna, família, educação, crianças e todos esses temas do nosso dia a dia! O bacana é que só tem blog bacana e para quem está começando nesse mundo da ” blogosfera materna” é uma ótima ferramenta tanto para procurar blogs bacanas quanto para divulgar seu blog!

É um site super fácil de usar, de achar blogs e postagens de acordo com seu interesse, porque além dos links do dia também tem como você ver por categoria como: papo de pai, gravidez, finanças, mãe e mulher, etc.

Para ter acesso aos links não precisa se cadastrar, o cadastro é feito caso você queira mandar algum link do seu blog e é super simples.

E vocês, já conhecem o Agrega Pais?

08 Mai 2012

Sorteio para mãe e filho(a)!

Post by Kira at 02:35 on Sorteio

Bom, todo mundo sabe que esse mês é o mês das mães certo? Dia 13 de maio eu vou comemorar mais um dia das mães com a Beatriz!
Queria muito fazer algo muito especial esse mês! Com isso teremos posts especiais com ” Mães que honram o rolê” e com muitos sorteios. É, no plural! Para todos os gostos!

 

Para começar um sorteio para a Mãe e para o filho(a)!
Agradeço desde já a Estilize Ultilidades Modernas por ter confiado na gente e apoiado a ideia! Essa loja foi um achado no ultimo mês, e tem produtos para mamães, papais, e claro… os filhos! Coisas fofas para mamães rock n’ roll que não tem como importar, ou até mesmo ir procurar nas lojas de São Paulo! Uma ótima opção! E para quem curte acessórios de caveira é um ótimo lugar!

Os prêmios são:

Para participar é simples:
- Curtir nossa Fan page no facebook.
- Curtir a fan page da Estilize!
- Deixar um comentário com Nome completo, endereço válido de e-mail e Cidade/Estado.

Será apenas uma ganhadora que levará os dois prêmios. O resultado sai no dia 12/05.
Boa sorte a todas!

07 Mai 2012

In love com a creche <3

Post by Kira at 12:55 on 30 meses, creche

 

Lembra aquela pessoa que só reclamava da creche, que e não aguentava mais uma adaptação sofrida e que estava arranjando defeito em tudo? Então… ela foi embora e deu lugar a uma mãe e uma filha in love pela creche.

Como já disse a Beatriz não conseguiu a transferência para a creche aqui perto, e por um lado foi bom já que ela estava já curtindo a creche, os coleguinhas, e a professora.
Já se passou um mês, e somente no fim de Abril que comecei a leva-la todos os dias, na primeira semana a Bia ficou com infecção intestinal e perdeu a primeira comemoração da Páscoa.

Me senti a mãe de merda do ano, mas me contentei porque né todo ano tem Páscoa. Dai que dia desses eu vi as fotos e quase chorei porque a Beatriz não participou e ela iria gostar TANTO.
Mas vendo as fotos da creche encontrei o primeiro ponto de amor na creche: eles compraram apenas um ovo de pascoa grande, confeccionaram enfeites junto com as crianças e chamaram o coelhinho. É um coelho grandão para entregar o Ovo de páscoa que as crianças abriram e dividiram entre elas. Achei sensato.

No mesmo dia que vi as fotos a professora me entregou um papel com o cardápio da próxima semana.
A minha surpresa começou por uma escola pública me entregar o cardápio, a segunda surpresa foi ver o que as crianças comem: além de muita verdura, legumes e fruta, leite de soja – a mãe escolhe se quer o leite de soja ou o de vaca -, carne de soja  -a mãe escolhe, carne de soja, frango ou carne de boa -, arroz integral, pão só integral, suco, feijão de diversos tipos.
A escolha é feita pela mãe na sexta feira quando recebe o cardápio da próxima semana, e pode ser entregue na segunda feira na agenda da criança.

Achei muito bacana esses respeitarem a opção alimentar de cada família, aceitarem sugestões, e a mãe ter essa participação na escola!
Subiu MUITOS pontos no meu conceito!

Beatriz está amando a creche, volta para a casa com a mochila cheia de roupas sujas, brinca muito, come bem, e chega em casa contando tudo o que aconteceu.
As vezes rola uns arranca rabos no parquinho, ela empurra as crianças, é empurrada. Mas eu fico tranquila porque isso é algo extremamente comum de se acontecer, totalmente esperado.

Na última semana de Abril a Beatriz começou a ficar mais tempo na creche, antes era somente até as 11 da manhã, agora até as 14 horas, e se por um acaso houver necessidade de deixar mais tempo a creche é totalmente flexível quando a isso, mas eu espero de verdade que não precise.

O nosso único problema no momento está sendo a distância. É cruel, cansativo, mas eu sempre tento ver o lado bom: estou caminhando super todos os dias.

 

05 Mai 2012

Beatriz: uma psicopata em potencial.

Post by Kira at 01:39 on 30 meses

 

Bia Sling! 

Beatriz tem seus dias de muita graça, os dias que ela desanda a falar coisas engraçadíssimas, coisas que a gente fica de cara da onde ela tira, e coisas que mata a gente de vergonha.

A cena a seguir acontece entre eu, ela e uma amiga a Mirian. Estávamos sentadas no quarto da Beatriz brincando com ela. Quando eu falo:

- Bia, a Mirian vai embora, segura ela para ela não ir! 
Beatriz segura a Mirian de uma forma suspeita.
-Mi você não vai embola. Te segurei.
- Vou sim Bia eu tenho de ir.
- Não vai não ta? Entendeu?Não é não.

Isso mais o plus da cara ameaçadora da Beatriz já fez a gente morrer de rir.
Até que a Beatriz veio mexer no meu cabelo, o mais novo hobby dela.
- Bia, ta doendo!
Bia puxa meu cabelo.
- Não ta não! Fica quietinha ta?

OKAY NÉ!

 

Brincadeiras a parte a Beatriz tem falado de um tudo. TUDO MESMO. É assustador porque parece que ela do nada aprendeu a falar cada coisa, formar frases que eu fico passada e CANTAR. Sim, canta para tomar banho, canta enquanto brinca, canta o tempo todo. Pelo menos já sei para quem puxou.

Algumas coisas tem me preocupado com tudo isso, mas não sei se é porque ela começou a desandar a falar agora e depois melhora ou se é o caso de procurar um especialista. Mas ela troca algumas letras. 
Por exemplo, ela fala BOCHILA e não Mochila. BECHAR e não Fechar.

Não sei mesmo se é da idade e com o tempo melhora, se eu devo procurar um fonoaudiólogo desde já ou  se espero um pouco mais. Fiquei total perdida.
Alguém tem alguma sugestão?

 

Beijos

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